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Desta Arte que me Fala - 4ª viagem | Despertei, então transcendi

Atualizado: Fev 3

De olhos fechados nascemos do escuro para os abrir quando tocados pela luz do nosso nascimento. Isso é transcender.


Somos forçados a experienciar fases de crescimento e conscientes crescemos das experiências. Isso também é transcender.


Encalhamos em ciclos padronizados aflitivos, mas da aflição (es)colhemos a nossa sabedoria interna. Então transcendemos.



Trazemos um coração dentro do corpo moldado pelas nossas histórias, mas só descansamos quando o conseguimos expandir para fora do peito.


E transcendemos.


Dentro da gente mora uma vontade indomável de transcender. Desnecessárias são as vestes, os adornos, os rituais ou as palavras sagradas, quando o desejo de transcender é uma oração diária para com a vida. Engane-se, porém, quem se pretenda iluminar apenas cultivando imagens de luz, ou tomar a melhor versão de si próprio apenas forçando espalhar amor por meio mundo; meio mundo em dor vive sedento de amor sim, mas será em vão quando derramar amor se torna numa necessidade que existe apenas como via dissimulada para alimentar um ego mal tratado e artificioso. E sejamos humildes ainda que a muito custo: todos carregamos connosco esse duro ego carente e magoado, não fosse também esse o real motor que dá vida ao nosso processo de transcender.


Quando o silêncio consciente nos despe de ego, o peso que carregamos no peito leva-nos mais fundo no nosso oceano, numa melodia de rendição à força da vida, empurrando-nos cada vez mais até ao fundo de nós mesmos. Só então, de ego cansado e corpo rendido, paramos finalmente de lutar, fechamos os olhos num jeitinho de paz e permitimo-nos morrer pela primeira vez. E transcendemos, despertamo-nos, transcendemo-nos, já de peito leve que nos leva em leveza de volta à superfície com os mesmos olhos mas de olhar mudado.



Transcendemos quando o coração se lança fundo ao nosso oceano desconhecido e se eleva a si mesmo, reconhecendo-se pela primeira vez dual, perfeito e Um com o Todo.



O céu está a um despertar de distância do fundo do oceano.



Catarina Marques




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